Nas últimas décadas tem se intensificado o uso de tecnologias diversas no cotidiano das pessoas. A cada dia novas tecnologias são lançadas no mercado e essa variedade provoca uma popularização de seu uso. Esse é o caso do celular, que até a década passada era considerado um artigo de luxo, mas passou a fazer parte da vida das pessoas,independentemente da sua classe social.
O celular, cuja função era inicialmente de realizar e receber chamada, passou a ser um aparelho versátil, dotando-se de utilidades como a de fotografar, filmar, assistir a vídeos, acessar a internet, entre outras. Dessa forma, torna-se prática e econômica o uso de um aparelho com tantos recursos, embora nem sempre todos sejam utilizados.
Diante da infinidade de recursos, a utilização do celular vem sendo discutida por educadores, em virtude de este ser visto como um meio de dispersar a atenção em sala de aula, uma vez que filmar brigas entre alunos por meio das câmeras de celular e disponibilizar o vídeo na rede se constitui prática comum.
Entretanto, o espetáculo em que se transforma a violência no ambiente escolar e também o desvio de atenção dos alunos, não devem ser atribuídos à posse do celular, mas à falta de limites impostos pelas instituições família, e principalmente a escola em relação ao uso dessa tecnologia. Os pais se ausentam da educação dos filhos porque eles mesmos não têm limites em se tratando do uso de tecnologias, e as escolas têm tido, o que pode ser notado em ocasiões em que há desrespeito às regras de sociabilidade.
Não cabe ao Estado disciplinar o uso dos celulares, mas aos próprios pais educarem seus filhos e se educarem quanto ao uso do aparelho e ainda à escola delimitar suas regras. Proibir o uso seria uma medida insana, devido à indiscutível popularidade do celular na atualidade, sendo esta uma invenção que tenta suprir uma necessidade do homem contemporâneo de se comunicar independente do lugar onde estiver.
Portanto, o celular não pode ser considerado vilão, mas é vilã sua utilização imprópria.É necessário que tenhamos maturidade para usá-lo. E isso quer dizer, que para presentear nossos filhos com um aparelho, devemos saber se estes já podem utilizá-lo com consciência.
By: Débora N. Amaral
Nenhum comentário:
Postar um comentário